quarta-feira, 14 de setembro de 2016

6 lições de negócios do filme “O Homem que Virou o Jogo”

 Ótimas atuações de Brad Pitt, Jonah Hill e Philip Seymour Hoffman. Existe esta separação bem clara no filme, entre a tradição e a inovação. A lição de moral aqui é mais madura e isso é o grande trunfo do filme. Além disso, “O homem que mudou o jogo” também referencia as atuais mudanças administrativas em outros esportes e as novas filosofias de trabalho praticadas por clubes. É por essas e outras que a estatística e aspectos gestores estão mais em campo que o ‘amor à camisa’.



"6 lições de negócios do filme 'O Homem que Virou o Jogo':

1. Inovar é preciso

Após perder a temporada de 2001 e os melhores jogadores do time e sem perspectivas financeiras, a solução do gerente geral do Oakland Athletics, Billy Beane, foi inovar.
O resultado: em 2002, seu time bateu os recordes das últimas 11 temporadas do campeonato – e ele transformou o beisebol. Daquele ano em diante, todas as equipes passaram a utilizar a sua forma de selecionar e avaliar jogadores.
Beane não se deixou levar pela tradição que havia na seleção de jogadores e teve coragem para agir com base em uma nova perspectiva, que havia sido desenvolvida por um guru da estatística e ainda não havia sido colocada em prática.

2. Um único objetivo para todos

O time gerenciado por Beane só começou a ganhar quando todos os envolvidos estavam alinhados com o objetivo e a metodologia que estava sendo utilizada. Nada foi conquistado enquanto algumas pessoas desacreditavam e não trabalhavam de acordo com as novas regras estabelecidas. Alinhar a equipe levou tempo e custou a perda de alguns jogadores, mas, como o objetivo estava claro para o líder, foi possível persistir e não perder o foco.

3. Medir e mudar

A nova estratégia para a seleção de jogadores era baseada em estatísticas, ou seja, as decisões relacionadas a manter ou trocar um jogador passaram a ser tomadas a partir dos números obtidos.
Nesse caso, a métrica escolhida pelo líder foi “chegar à base”. Ele movimentava todos os componentes relacionados a ela para aumentar o seu resultado, pois sabia que ela levaria ao objetivo final: ganhar a temporada. Muitas mudanças foram feitas para aprimorar os resultados alcançados ao longo das partidas.

4. Desenvolvimento de time

Como a métrica utilizada estava relacionada aos jogadores, ou seja, às pessoas, foi muito importante envolvê-las no acompanhamento de suas performances, por meio de feedbacks recebidos do treinador, baseados em fatos do jogo.
Beane também treinou seu assistente de forma que ele superasse os próprios medos, encarasse os desafios e ampliasse a visão sobre sua própria capacidade.

5. Celebrar pequenas e grandes conquistas

Ao longo da temporada, o Oakland Athletics ganhou muitas partidas e bateu recordes. Essa trajetória foi motivo de celebração, emoção e vibração para torcedores e jogadores e para quem estava assistindo o filme. Vivenciar o caminho para a vitória e a superação de cada obstáculo é tão doce quanto a própria vitória.
Beane guardou a celebração para a final do campeonato. Ele não aproveitou a emoção de sua própria trajetória, apesar de outras pessoas terem mostrado que ele deveria estar comemorando desde o princípio.

6. O fracasso e a superação fazem parte!

Beane foi um jogador de beisebol frustrado que não correspondeu às promessas dos olheiros que o elegeram. No entanto, foi capaz de virar o jogo e se destacar, não como jogador, mas como visionário na gestão do time.
O filme mostra o seu fracasso (talvez quebre paradigmas por isso), mas sua vida real representa a sua superação. As decisões tomadas ao longo de sua trajetória refletiram na pessoa que Beane é hoje e, de uma forma ou de outra, impactaram os caminhos que foram seguidos desde então. Sua história foi contada em um livro e virou tema de filme. Sua vida e experiências são compartilhadas em palestras ao redor do mundo, ao lado de grandes líderes. Beane se dedica hoje a revolucionar também a forma como os times de atletas em formação são montados, alinhando-os com as metodologias pioneiras que ele implementou na liga principal do beisebol nos Estados Unidos.


“O Homem que Virou o Jogo” não ganhou estatuetas, mas já é um grande filme por ter recebido as seis indicações. Usem essas lições para criar e gerir o seu negócio: não faça mais do mesmo, alinhe sua equipe, meça e mude, desenvolva seu time, celebre, fracasse e supere! Fácil não é, mas as recompensas valem muito.

Até breve!

Natália Andreoli Monteiro é administradora e sócia-fundadora do Zuggi, site de buscas para crianças. Participou do Startup Chile 2011 e é membro da Associação Campinas Startups. Twitter: @nataliamonteiro"

http://colunas.revistapegn.globo.com/mulheresempreendedoras/2012/02/27/6-licoes-de-negocios-do-filme-%E2%80%9Co-homem-que-virou-o-jogo%E2%80%9D/

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