terça-feira, 13 de setembro de 2016

A Dama Dourada (direito de propriedade, arbitragem internacional e antissemitismo)


Filme é baseado em uma história real. "Ao assistir ao novo filme do diretor Simon Curtis, A Dama Dourada, algumas lições de vida foram tiradas e uma destas conclusões está relacionado aos direitos de propriedade.

O filme conta a história de uma disputa judicial envolvendo a famosa obra de arte “Woman in Gold”, de Gustav Klimt. Maria Altmann, uma austríaca de origem judaica processa o governo austríaco com o objetivo de reaver o famoso quadro que na verdade é um retrato de sua tia Adele Bloch-Bauer, roubado pelos alemães durante a ocupação nazista em meados do século XX.


A obra fora encomendada pelo tio de Maria Altmann, um rico industrial judeu e entusiasta das artes, junto a Gustavo Klimt um importante artista plástico da época. O quadro decorava a casa dos Bloch-Bauer, em Viena até que a cidade fora invadida pelos nacionais socialistas, e como praxe da ação anti-judaica na Europa, o quadro acabou roubado pelos nazistas e posteriormente (com a queda do terceiro Reich) cedido ao governo austríaco que o expôs na galeria nacional de Viena.


Então uma série de acontecimentos caros aos liberais acontece na trama. Primeiro, a questão do ressentimento que muita gente nutre pelos judeus, algo totalmente sem propósito e que hoje se traveste de ódio à Israel, mas que é o mais puro antissemitismo. Na época da ocupação nazista de Viena, os cidadãos austríacos foram em sua maioria favoráveis e simpáticos à causa, o que gera um sentimento de culpa até os dias de hoje nos europeus e que para compensar, acusam os judeus de algo que não fazem, para tentar equilibrar o desvio de personalidade.

Outro acontecimento diz respeito ao respeito ao individuo em contraposição ao estado. Para os liberais o indivíduo sempre é mais importante do que abstrações como povo, público ou nação. Neste caso de disputa existia um bem pertencente a um indivíduo que fora roubado por uma nação.

E por último a importância de organismos de arbitragem privados para resolução de conflitos. O juízo final se deu por uma corte no qual cada uma das partes indicava alguém e um outro, independente, seria o fiel da balança. O resultado foi uma vitória do indivíduo e da liberdade, o quadro voltou para as mãos de quem de direito deveria possuí-lo, a Sra. Maria Altmann." (Lucas Dantas - https://medium.com/@dantas_lucas_/senso-de-prop%C3%B3sito-e-o-filme-a-dama-dourada-863211aa6829#.v6hzfr40d)

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