quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

DEVOCIONAL (40 DIAS) - UMA VIDA COM PROPÓSITOS [RICK WARREN] - DIA 21

DIA 21
Protegendo sua igreja

Vocês foram unidos na paz por meio do Espírito. Portanto façam todo o esforço para continuar dessa maneira. (Efésios 4.3; ncv)

Acima de tudo, deixem que o amor dirija a vida de vocês, porque assim toda a igreja permanecerá unida em perfeita harmonia. (Colossenses 3.14; rv)

É sua função proteger a unidade de sua igreja.

A unidade da igreja é tão importante que o Novo Testamento dá mais importância a isso do que ao céu ou ao inferno. Deus deseja profundamente que experimentemos unidade e harmonia uns com os outros.

A unidade é a alma da comunhão. Destrua-a, e estará rasgando o coração do corpo de Cristo. É a essência, o âmago de como Deus pre­tende que experimentemos a vida conjunta na igreja. Nosso modelo supremo de unidade é a Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são totalmente unidos em um. O próprio Deus é o maior de todos os exemplos de amor sacrificial, altruísmo e harmonia perfeita.

Assim como qualquer pai, nosso Pai celestial tem prazer em ver os filhos em harmonia uns com os outros. Em seus últimos momen­tos, antes de ser preso, Jesus orou apaixonadamente pela nossa uni­dade. (João 17.20-23) Era nossa união que estava em primeiro lugar em sua mente naquelas horas agonizantes. Isso mostra a importância do assunto. Nada na terra é mais valioso para Deus que sua igreja. Ele pagou o mais alto preço por ela e a quer protegida, especialmente dos da­nos devastadores causados pelas divisões, conflitos e discordâncias. Se você é parte da família de Deus, é sua responsabilidade preser­var a unidade no local em que você congrega. Você foi encarregado por Jesus de fazer todo o possível para preservar a unidade, prote­ger a comunhão e promover a harmonia na sua igreja e entre todos os crentes. A Bíblia diz em Efésios 4.3: Façam todo o esforço para conservar a uni­dade do Espírito pelo vínculo da paz. Como podemos fazer isso? A Bíblia nos dá orientações práticas.

Concentre-se no que temos em comum, não em nossas dife­renças. Paulo nos diz: Portanto, concentremo-nos nas coisas que contribuem para a harmonia e no crescimento de nossa comunhão conjunta.(Romanos 14.19) Como crentes, partilhamos um Senhor, um corpo, um pro­pósito, um Pai, um Espírito, uma esperança, uma fé, um batismo e um amor.(Romanos 10.12; 12.4,5; 1Coríntios 1.10; 8.6; 12.13; Efésios 4.4; 5.5; Filipenses 2.2) Partilhamos a mes­ma salvação, a mesma vida e o mesmo futuro — fatores muito mais importantes do que as dife­renças que poderíamos enumerar. É nesses te­mas, e não em nossas diferenças pessoais, que devemos nos concentrar.

Devemos nos lembrar que foi Deus que escolheu nos dar diferen­tes personalidades, formações, raças e preferências; logo, devería­mos apreciar essas diferenças, e não simplesmente tolerá-las. Deus quer unidade, não uniformidade. Mas, para o bem da unidade, não devemos deixar que nossas diferenças nos dividam jamais. Precisa­mos nos manter concentrados no que mais importa — aprender a amar uns aos outros como Cristo nos amou e cumprir os cinco pro­pósitos de Deus para cada um de nós e sua igreja.

O conflito é normalmente sinal de que o foco foi desviado para assuntos menos importantes; coisas que a Bíblia chama de assuntos controvertidos. (Romanos 14.1 e 2 Timóteo 2.23) Quando nos concentramos em personalidades, pre­ferências, interpretações, estilos ou métodos, a divisão sempre acon­tece. Mas, se nos concentramos em amar uns aos outros e em cum­prir os propósitos de Deus, chegamos à harmonia. Paulo implorou por isso: Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer (1 Coríntios 1.10)

Seja realista em suas expectativas. Uma vez que você tenha descoberto como Deus quer que seja a verdadeira comunhão, é fácil ficar desanimado pela disparidade entre o ideal e o real em sua igreja. Você deve amar apaixonadamente a igreja, a despeito de suas imperfeições. Ansiar pelo ideal enquanto critica o real é sinal de imaturidade. Em contrapartida, conformar-se com o real sem lutar pelo ideal é passividade. Maturidade é conviver com essa tensão.

Outros crentes irão decepcioná-lo e desiludi-lo, mas isso não é desculpa para deixar de congregar com eles. Eles são a sua família, mesmo quando não agem desse jeito, e você não pode simplesmente abandoná-los. Em vez disso, Deus nos disse: Sejam pacientes uns com os outros, fazendo concessões às faltas dos outros por causa do amor que há em vocês.(Efésios 4.2)

As pessoas ficam desiludidas com a igreja por muitas razões com­preensíveis. A lista poderia ser bastante longa: conflitos, mágoas, hi­pocrisia, negligência, mesquinharias, legalismo e outros pecados. Em vez de ficarmos abalados e surpresos, devemos lembrar que a igreja é fei­ta de pecadores de verdade, inclusive nós mes­mos. Por sermos pecadores, magoamos uns aos outros, às vezes intencionalmente e às vezes sem querer. Mas, em vez de deixarmos a igreja, preci­samos ficar e solucionar o que for de alguma forma possível. A reconciliação, não a evasão, é a estrada para um caráter mais forte e para uma comunhão mais profunda.

Divorciar-se da igreja ao primeiro sinal de decepção ou desilusão indica imaturidade. Deus tem coisas que quer ensinar a você e aos outros também. Além do mais, não há nenhuma igreja perfeita para onde escapar. Toda igreja tem seu próprio conjunto de fraquezas e problemas, e você logo ficará novamente desapontado.

Groucho Marx era famoso por dizer que não gostaria de perten­cer a um clube que o aceitasse como sócio. Se uma igreja deve ser perfeita para satisfazê-lo, essa mesma perfeição irá excluí-lo dentre seus membros, porque você não é perfeito!

Dietrich Bonhoeffer, ministro alemão que foi martirizado por re­sistir aos nazistas, escreveu o clássico livro sobre comunhão: Life together [A vida em conjunto]. Nele, ele dá a entender que a desilu­são com a igreja local é algo bom, porque destrói nossas falsas ex­pectativas de perfeição. Quanto mais rápido renunciarmos à ilusão de que uma igreja deve ser perfeita para que a amemos, mais rápido deixaremos de fingir e admitiremos que somos todos imperfeitos e precisamos de graça. Esse é o início da verdadeira comunidade.

Toda igreja deveria afixar uma placa: “Pessoas perfeitas não pre­cisam entrar. Este é um lugar somente para os que admitem ser pecadores, precisam de graça e querem crescer”.

Bonhoeffer disse: “Aquele que ama seu sonho de uma comunida­de mais do que a comunidade cristã em si torna-se um destruidor desta […] Se não dermos graças diariamente pela congregação cristã onde fomos colocados, mesmo quando não há nenhuma grande ex­periência, nenhuma riqueza a ser descoberta, mas apenas muita fra­queza, pouca fé e dificuldades, e se, ao contrário, continuamos nos queixando de que tudo é reles e insignificante, então impedimos que Deus permita à nossa congregação crescer”. (New York: Harper Collins, 1954.)

Prefira incentivar a criticar. É sempre mais fácil ficar de lado e atirar pedras naqueles que estão servindo do que se envolver e contri­buir. Deus nos adverte repetidamente que não critiquemos, compare­mos ou julguemos uns aos outros.(Romanos 14.13; Tiago 4.11; Efésios 4.29; Mateus 5.9; Tiago 5.9) Quando você critica o que outro crente está fazendo na fé e com sincera convicção, está interferindo nos assuntos de Deus: Que direito você tem de criticar o servo de al­guém? Somente Deus pode decidir se ele está fazendo o que é certo.(Romanos 14.4)

Paulo acrescenta que não devemos julgar ou desprezar crentes com convicções distintas das nossas: Por que, então, você critica as ações de seu irmão? Por que tenta fazer com que ele pareça peque­no? Todos seremos julgados um dia, não com base nos padrões uns dos outros nem mesmo por nossos próprios padrões, mas pelo julga­mento de Deus. (Romanos 14.10)

Sempre que eu julgo outro crente, quatro coisas acontecem ins­tantaneamente: perco minha comunhão com Deus, exponho meu próprio orgulho e insegurança, coloco-me em uma situação pela qual serei julgado por Deus e prejudico a comunhão da igreja. Um espíri­to crítico é um vício dispendioso.

A Bíblia chama Satanás de acusador dos nossos irmãos.(Apocalipse 12.10) Culpar e criticar os membros da família de Deus queixando-se deles é traba­lho do Diabo. No momento em que fazemos o mesmo, estamos sendo ludibriados para fazer o trabalho de Satanás. Lembre-se, os outros cristãos, não importa quanto você discorde deles, não são o verda­deiro inimigo. Todo tempo que desperdiçamos comparando ou criticando outros crentes é um tempo que deveríamos ter usado na edificação da unidade da congregação. A Bíblia diz em Romanos 14.19: Estejamos unidos no emprego de toda a nossa energia para nos harmonizar­mos uns com os outros, ajudando os outros com palavras encorajadoras, não os colocando para baixo por lhes apontar as faltas.

Recuse dar ouvidos a fofocas. Fofocar é transmitir informações quando você nem é parte do problema nem parte da solução. Você sabe que espalhar fofocas é errado, e não deve nem ouvi-las se qui­ser proteger sua igreja. Ouvir uma fofoca é como receptar mercado­ria roubada; isso o faz igualmente culpado pelo crime.

Quando alguém começar a fofocar em seu ouvido, tenha a coragem de dizer: “Por favor, pare. Não preciso saber disso. Você já falou direta­mente com a pessoa?”. Pessoas que fofocam para você também irão fofocar sobre você. Tais pessoas não são confiáveis. Se você dá ouvidos a fofocas, Deus diz que você é um criador de casos. (Provérbios 17.4; 16.28; 26.20; 25.9; 20.19). Criadores de caso ouvem criadores de caso.(Provérbios 17.4) Esses são os que dividem igrejas, pensan­do apenas em si mesmos.(Judas 19)

É triste que, no rebanho de Deus, as maiores feridas venham das outras ovelhas, e não de lobos. Paulo alertou sobre os cristãos cani­bais, que devoram uns aos outros e destroem a comunhão. (Gálatas 5.15) A Bíblia diz que esse tipo de encrenqueiro deveria ser evitado: A difamação revela segredos. Portanto, fique longe de quem é falador.(Provérbios 20.19) A forma mais rápida de pôr fim a um conflito, seja em uma igreja, seja em um grupo pequeno, é carinhosamente enfrentar os que estão fofocando e insistir em que parem. Salomão destacou em Provérbios 26.20 que: Uma fogueira se apaga quando acaba a lenha; da mesma maneira, as brigas aca­bam quando o brigão e implicante é separado do grupo.

Pratique os métodos de Deus para a solução de conflitos. Além dos princípios mencionados no capítulo anterior, Jesus deu à igreja um processo simples dividido em três etapas: Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mos­tre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas, se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que qualquer acusação seja confirma­da pelo depoimento de duas ou três testemunhas. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja.(Mateus 18.15-17a) Em meio a um conflito, temos a tentação de nos queixar a terceiros, em vez de corajosamente falar a verdade de maneira amorosa à pessoa com quem estamos aborrecidos. Isso só torna o assunto mais grave. Em vez disso, você deve ir diretamente à pessoa envolvida.

O confronto em particular é sempre o primeiro passo, e você deve tomá-lo o mais rapidamente possível. Se você não for capaz de resolver as coisas somente entre os dois, o próximo passo é levar uma ou duas testemunhas para ajudarem a confirmar o problema e reconciliar o relacionamento. E o que fazer se a pessoa ainda persistir teimosamen­te? Jesus ordena que se leve o assunto à igreja. E, se a pessoa ainda assim se recusar a escutar, você deve tratá-la como a um incrédulo.(Mateus 18.17 e 1 Coríntios 5.5).

Apóie o seu pastor e os líderes. Não existe um líder perfeito, mas Deus dá aos líderes a responsabilidade e a autoridade para que man­tenham a unidade da igreja. Durante conflitos interpessoais, esse é um trabalho ingrato. Pastores têm freqüentemente a desagradável tarefa de agir como mediadores entre membros magoados e imaturos que estão em conflito. Eles também receberam a impossível tarefa de ten­tar fazer que todos fiquem felizes, o que nem Jesus conseguiu fazer!

A Bíblia é clara sobre como devemos nos relacionar com aqueles nos servem: Sejam sensíveis a seus líderes pastorais. Ouçam seus conselhos. Eles estão atentos à condição da vida de vocês e trabalham sob a restrita supervisão de Deus. Contribuam para a alegria de sua liderança e não para os sobrecarregar. Por que tornar as coisas difíceis para eles?(Hebreus 13.17)

Os pastores algum dia estarão perante Deus e terão de prestar contas de como zelaram por você. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas.(Hebreus 13.17) Mas você também terá de prestar contas. Você prestará contas a Deus sobre a forma que seguiu seus líderes.

A Bíblia dá aos pastores instruções específicas sobre como lidar com pessoas desagregadoras no meio da congregação. Eles devem evitar discussões e ensinar gentilmente o contrário, enquanto oram para que elas mudem. Devem admoestar os que são polêmicos, rogar por harmonia e unidade, repreender os que forem desrespeitosos com a liderança e remover os desagregadores da igreja, caso não considerem os dois avisos.(2 Timóteo 2.14,23-26; Filipenses 4.2 e Tito 2.15- 3.2,10,11)

Protegemos a congregação quando honramos os que nos servem como líderes. Os pastores e anciãos necessitam de nossas orações, incentivos, apreço e amor. Recebemos as seguintes orientações: Ago­ra lhes pedimos, irmãos, que tenham consideração para com os que se esforçam no trabalho entre vocês, que os lideram no Senhor e os aconselham. Tenham-nos na mais alta estima, com amor, por causa do trabalho deles (1 Tessalonicenses 5.12,13a)

Eu o desafio a aceitar a responsabilidade de proteger e promover a união em sua igreja. Empenhe-se nisso com todo o seu esforço, e Deus irá se agradar. Nem sempre será fácil. Algumas vezes você terá de fazer o que é melhor para o corpo, e não para si mesmo, mostrando preferência pelos outros. Este é um dos mo­tivos pelos quais Deus nos colocou em uma família eclesiástica: para aprendermos o altruísmo. Em comunidade, aprendemos a di­zer “nós” em vez de “eu” e “nosso” em vez de “meu”. Deus diz: Não pensem só em seu próprio bem. Pensem nos outros cristãos e no que é melhor para eles.(1 Coríntios 10.24)

Deus abençoa igrejas unidas. Na igreja de Saddleback, cada mem­bro assina um pacto que inclui uma promessa de proteger nossa unidade. Conseqüentemente, a igreja jamais teve um conflito que dividisse a congregação. Tão importante quanto isso é o fato de todos quererem fazer parte dela, uma vez que se trata de uma comu­nidade unida e amorosa. Nos últimos sete anos, a igreja batizou mais de 9 100 novos convertidos. Quando Deus tem um punhado de novos cristãos que quer libertar, ele busca como incubadora a igreja mais carinhosa que puder encontrar.

O que você está fazendo no plano pessoal para tornar sua igreja local mais aconchegante e amorosa? Existem muitas pessoas em sua comunidade que estão procurando amor e um lugar ao qual perten­cer. A verdade é que todo o mundo precisa e quer ser amado e, quando as pessoas acham uma igreja onde os membros verdadeiramente amam e se importam uns com os outros, elas vão dar um jeito de entrar ainda que as portas estejam trancadas.

Vigésimo Primeiro Dia - Pensando sobre meu propósito

Um tema para reflexão: Tenho a responsabilidade de proteger a unidade de minha igreja.

Um versículo para memorizar: Portanto, concentremo-nos nas coisas que contribuem para a harmonia e no crescimento de nossa comunhão conjunta(Romanos 14.19; ch).

Uma pergunta para meditar: O que estou fazendo pesso­almente para proteger a unidade em minha família ecle­siástica neste exato momento?

Trecho do Livro - Uma Vida Com Propósitos: Devocional - Rick Warren .

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