segunda-feira, 17 de abril de 2017

Uma contadora de histórias que é uma inspiração

13-04-2017

Sabe aquelas pessoas inspiradoras, que amam o que fazem e deixam um rastro de transformações por onde passam? Naraiana Nunes de Liz Freitas é uma delas. A professora e pedagoga de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, virou sinônimo de encantamento. Tudo porque é só ela chegar a algum lugar que, pouco depois, uma roda de crianças pequenas se forma em sua volta, e a atenção é uma só: suas histórias, contadas detalhadamente, com magia, aventuras e muita superação.

"Tanto na sala de aula quanto no hospital passei a perceber que a verdadeira inovação está na paixão, de querer ver o outro feliz. A história tem o poder de fazer com que as crianças nunca deixem de sonhar, imaginar e acreditar. Através delas podemos sim diagnosticar sintomas de humor e transformá-los em alegria. Contar histórias é poder sorrir, gargalhar com as situações vividas pelas personagens e, através delas, descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de viver, de agir e de ser", conta Nana, como é carinhosamente chamada, referindo-se ao trabalho voluntário como contadora de histórias no Hospital Santo Antônio, por meio da ONG Associação Viva e Deixe Viver.

A vocação para contar histórias surgiu muito cedo, na infância, por influência do avô, que transformava a neta em personagem de suas tramas cheias de aventura.

"Cada dia que perguntava para meu avô o significado do meu nome, ele contava uma história diferente. A cada história, eu viajava em um mundo mágico: virava bruxa, feiticeira, fada, astronauta", lembra.

Não demorou muito para Nana dar corpo à vocação precoce na profissão de pedagoga e professora:

"Fiz pedagogia por acreditar que aprender poderia ser divertido. Percebia que ser professor era diferente de estar professor, pois ser professor é dar prazer, é ser livre para mudar a sala de aula, fazer com que nossos alunos sejam livres para aprender, é fazer com que minha palavra crie poder".

Em meio a tantas histórias, Nana e o marido, pais de Antônio, 1 ano e cinco meses, já criado em meio aos livros, sentiram necessidade de viajar para conhecer outras culturas e colecionar personagens e tramas.

"Cada viagem era uma história diferente, com as histórias que eu contava, fazia com que as crianças fossem verdadeiras em seus gestos e ações. Elas percebiam que não precisavam se preocupar com o ridículo ou com o 'fazer feio', pois a professora falava de vida, de fato, de história, de momentos únicos", diz, lembrando do encantamento das crianças com a narrativa de nadar com golfinhos.

É bonito de ver como as crianças ficam marcadas com suas histórias.

Quem aí tem alguma dúvida de que serão adultos que saberão brincar, sorrir, amar e, principalmente, ouvir? Eu amei!
 Fonte: http://www.primistili.com.br/uma-contadora-de-historias-que-e-uma-inspiracao

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