segunda-feira, 1 de maio de 2017

Estrelas Além do Tempo (racismo, sexismo, superação e família)


Baseado em uma história real, o filme vai descortinando a trajetória de três mulheres negras estupendas, não apenas pela inteligência científica muito acima da média, mas também pela inteligência emocional que demonstram a cada instante nos embates que vão surgindo em suas vidas. A superação foi possível, especialmente, por uma escolha baseada nesta inteligência emocional, que não acalenta a situação de vítima.

Elas desbravaram caminhos para muitos negros, com muita persistência, renúncia e luta. Resistiram a humilhações e a condições inferiores de acesso às informações, fora os problemas dos lares; sim, elas conseguiram formar famílias e também exercer os papéis de mães, esposas e donas de casa. 

O filme relata a vida na comunidade da fé, o que certamente conferiu o suporte espiritual e emocional que precisaram. Assim, Dorothy Vaughan alcançou o status de primeira negra a ocupar a posição de supervisora na NASA. Mary Jackson se tornou a primeira engenheira negra da NASA. Katherine Johnson fez os cálculos de reentrada da cápsula espacial que levava o astronauta americano.

Não apenas as protagonistas, mas um grupo formado por mulheres igualmente negras, que trabalhavam em condições segregacionistas na NASA, foi essencial para os cálculos e análises que culminaram na conquista do espaço pelos americanos.

No tempo da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, com a busca pela conquista do espaço, a maior batalha que os EUA precisava vencer era o preconceito racial. Aliás, a vitória se mostrou possível exatamente quando os indivíduos "acordaram" para a necessidade de se unirem.

Patrícia F. L. Donzele Cielo

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