domingo, 25 de junho de 2017

The Killing (Série sobre investigação policial, luto, política e sexismo)


Só vi as duas primeiras temporadas e gostei da série. Em meu ponto de vista poderiam ter sido concentrados em menos episódios.

Gostei da forma como Giselli Sousa descreveu a série. Em suas palavras:

"Somos apresentados a uma Seattle dessaturada e chuvosa, quase em concordância com o clima tenso que ronda uma investigação de homicídio. Diferente de várias séries de investigação, em The Killing, os casos não se resolvem em apenas um episódio. Tomemos como exemplo o primeiro caso que acompanhamos (que é o assassinato da adolescente Rosie Larsen), são duas temporadas inteiras nesta investigação. Os agentes Sarah Linden (Mireille Enos) e Stephen Holder (Joel Kinnaman), nossos personagens principais, seguem várias linhas de investigação e muitas vezes chegam a becos sem saída. Eles também não possuem super tecnologia à disposição, nem laboratórios de ponta. E passam longe de serem pessoas geniais. Não espere respostas mirabolantes tiradas da cartola ou muito discurso filosófico. Não espere gente bem vestida, nem maquiada, as pessoas acordam descabeladas, os investigadores se vestem mal, ficam de mau humor e etc. O que torna tudo muito mais parecido com uma investigação real e com uma representação mais palpável da realidade do que nos habituamos a ver em outras séries do gênero.

(...)

Vale a pena citar que é revigorante ver a mulher como a líder da dupla. É Linden quem está treinando Holder, ela dirige, ela lidera a investigação, ela é que é cobrada. Holder até tem um bordão “You my ride, Linden”, que expressa não só o fato de que ela está na liderança, como também que ele confia nela. Linden tem dramas pessoais muito característicos de mulheres. Ela é questionada o tempo todo em sua capacidade de ser uma boa mãe, já que se dedica enormemente ao trabalho. Quantos homens são ameaçados de perder seus filhos porque trabalham muito? Em um momento da série, Linden pergunta ao seu chefe como conseguiu conciliar a carreira e a criação dos filhos, ele responde: Eu tenho uma esposa. Linden, sarcástica, diz que precisa de uma dessas. Evidenciando uma das nuances do machismo na vida das mulheres trabalhadoras."

Fonte dos trechos: http://apaixonadosporseries.com.br/series/the-killing/

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