sábado, 28 de junho de 2014

Melhor a vida a dois (Pau­lo Pi­nhei­ro)




No famoso sermão do Monte, junto à praia da Galiléia, Jesus contou a parábola dos Dois Fundamentos, citada em Mateus 7:24-27. O Mestre abordou sobre dois tipos de pessoas, os sábios e os imprudentes. O que diferencia um tipo do outro - na parábola - é a atitude deles para com a construção de uma casa. Um opta pelo alicerce na rocha; o outro prefere construir na areia. O sábio tem em vista a estabilidade; o imprudente, a comodidade. O que isso tem a ver com casamento?
A parábola de Jesus tem muito a ver com casamento, porque a felicidade de cada uma das pessoas casadas depende em grande medida do modo como estão atuando como construtores de sua "casa" ou casamento. Estão sendo sábias ou imprudentes? Qual tem sido o seu papel como operário na construção do casamento?
Nesse caso, a palavra casamento é mais apropriada do que família, porque os filhos crescem e vão embora, e somente o marido e a mulher permanecem (ou assim deveriam) até que a morte os separe.
Três dimensões da construção O que vai determinar o sucesso de um casal na construção de sua casa é a postura particular de cada um deles em relação ao que está no futuro, no presente, ou que ficou no passado.
Vejamos primeiramente o futuro. Pode-se ter três atitudes:
(1) A expectativa de que vai sair ganhando com o casamento. Essa posição pode gerar frustrações ou revolta contra o parceiro.
(2) A sensação de que vai sair perdendo. Quem tem essa expectativa em relação ao parceiro está mal, porque qualquer esforço ou empreendimento que realizar estará sempre acompanhado do sentimento de insegurança e fracasso.
(3) A disposição para doar. Quando entregamos alguma coisa de livre e espontânea vontade, sentimos a sensação de realização e felicidade. Esse é o modelo que o apóstolo Paulo encontrou em Cristo: "Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a Si mesmo Se entregou por ela" (Efésios 5:25).

Vejamos agora as posições que se pode tomar com as coisas do presente ou com aquilo que está acontecendo no dia-a-dia. Pode-se agir de duas maneiras, enquanto se constrói: realizar uma obra de competição ou de cooperação.
(1) A competição existe quando cada um dos dois quer demonstrar que sabe fazer melhor do que o outro; que erra menos ou que não erra. A competição gera rivalidade e quebra a harmonia daquilo que está sendo feito em conjunto. Imagine um casal pintando uma casa: enquanto um resolve passar na parede tinta azul, o outro sapeca o amarelo; um opta por colocar janelas de metal, e o outro compra as de madeira. A casa pode ficar composta de materiais de qualidade, mas corre o risco de perder em estética e beleza.
(2) Quando - em vez de competirem - existe cooperação, ambos passam a construir dentro dos mesmos parâmetros. A casa poderá até ficar simples, mas haverá dois fatores favoráveis: a harmonia e o sentimento de participação.

O terceiro tópico diz respeito à atitude que o casal tem para com as coisas que estão comprometidas com o passado. Um dia desses visitei a construção de um amigo e passamos primeiro pelas dependências internas; ele não disse nada. Mas do lado de fora, apontou para uma das paredes do exterior e disse: "Vou mandar derrubar o reboco e fazê-lo de novo." Aquele proprietário tinha duas posições em relação ao trabalho mal feito: esquecê-lo ou se dispor a reconstruir o reboco. As mesmas alternativas qualquer um de nós pode ter em relação às coisas do passado que não ficaram dentro dos padrões.
(1) Esquecer. Por mais que alguém se esforce, é quase impossível. Como no caso da construção que citamos, todas as vezes que um dos dois bater os olhos no "reboco" mal feito, vai lembrar da bobagem feita no passado.
(2) Reconstruir. Essa atitude pode ser caracterizada pelo verdadeiro sentimento do perdão. Assemelha-se à disposição honesta de derrubar o "reboco" mal feito e colocar um material novo no lugar do anterior. Isso sempre dá muito trabalho, mas existe felicidade no ato de reconstruir lado a lado com a pessoa que se ama o que não deu certo no passado.
Duas modalidades de solo Quando voltamos nossa visão para a parábola, observamos que Jesus também chama a atenção dos ouvintes para os fundamentos da casa. O imprudente constrói sobre a areia e o sábio sobre a rocha. E quando a tempestade sopra, a casa da areia desaba e a da rocha permanece. O Mestre ensinou que não devemos confundir felicidade com a falsa sensação de bem-estar.
Construir na areia é priorizar a comodidade ou todos os tipos de conforto que uma sociedade consumista tenta fazer as pessoas acreditar serem indispensáveis para a felicidade. A parábola adverte os casais sobre essa questão, mostrando que as coisas superficiais não resistem ao aguaceiro.
Construir na rocha é priorizar a estabilidade. O verdadeiro bem-estar está alicerçado no bom senso dos casais em relação ao futuro, ao presente e ao passado. Olhar para o futuro com responsabilidade e tendo disposição de entregar-se um ao outro é o primeiro passo de uma relação que tem tudo para durar. E, se por acaso alguma coisa não der certo, o segredo é perdoar e reconstruir com amor aquele pedaço "mal feito". Vale a pena preservar a harmonia e a beleza do casamento.

Fonte: http://amofamilia.com.br/portal/artigos_detalhe.asp?cod=2065&sessao=13&cod_site=10#.Uf_aw0rlXzt

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Justiça condena internautas por 'curtir' e compartilhar post no Facebook


Ao curtir ou compartilhar algo no Facebook o usuário mostra que concorda com aquilo que está ajudando a divulgar. Levando esse fato em consideração, o Tribunal de Justiça de São Paulo incluiu os replicadores de conteúdo em uma sentença, fazendo com que cada um seja condenado junto com quem criou a postagem.

O caso foi relatado nesta manhã pela colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo, segundo a qual a decisão, inédita, será recomendada como jurisprudência para ser aplicada sempre que uma situação semelhante surgir.

O processo em questão envolve um veterinário acusado injustamente de negligência ao tratar de uma cadela que seria castrada. Foi feita uma postagem sobre isso no Facebook e, mesmo sem comprovação de maus tratos, duas mulheres curtiram e compartilharam. Por isso, cada uma terá de pagar R$ 20 mil.

Relator do processo, o desembargador José Roberto Neves Amorim disse que "há responsabilidade dos que compartilham mensagens e dos que nelas opinam de forma ofensiva". Amorim comentou ainda que a rede social precisa "ser encarado com mais seriedade e não com o caráter informal que entendem as rés".

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/noticia/39175/39175

Clique aqui para ler o Acordão e aqui para ler a Sentença deste processo.

Publicado por Moema Fiuza
 http://moemafiuza.jusbrasil.com.br/noticias/125088557/justica-condena-internautas-por-curtir-e-compartilhar-post-no-facebook?utm_campaign=newsletter&utm_medium=email&utm_source=newsletter

Algo que mudou minha visão do casamento para sempre (Kilee Luthi)

Um dia ela acordou e viu que NÃO amava mais seu marido. Mas o que aconteceu depois é EMOCIONANTE e profundo e MUDOU TUDO para sempre!


  • Eu não tinha ideia em que estava me metendo antes de me casar. Quero dizer, como você pode realmente prever o que vai acontecer para o resto de sua vida quando você toma essa decisão? Parece que um dia eu era apenas a Kilee, uma menina que gostava de jogar basquete, pintar, namorar, e se divertir com os amigos. Então, no dia seguinte eu estava casada com o homem com quem eu deveria começar esta grande nova aventura - com quem eu deveria estar feliz para o resto da minha existência.
    Muitos dos que estão prestes a casar, acham que o casamento garante borboletas felizes e arco-íris. Talvez seja um exagero, mas nós definitivamente não antecipamos a vida após o casamento tão dura como ela realmente é. Há muitas razões para isso, sendo uma delas o fato de que agora você é parte de uma equipe e vocês têm que aprender a trabalhar juntos. Com uma equipe, as coisas são mais fáceis, certo?
    Definitivamente tivemos nossa parcela de provações desde que nos casamos. Temos enfrentado especificamente desafios terríveis entre nós, colocando um muro em nosso casamento.

    Um dia eu acordei e percebi que eu não amava mais meu marido

    Ele era apenas um estranho dormindo ao meu lado. Naquele momento, eu questionei tudo o que eu era e tudo o que eu tinha feito até aquele momento na minha vida. Esta percepção de que eu não poderia "estar apaixonada" pelo homem a quem eu tinha prometido a minha eternidade mudou a minha visão do casamento. Para sempre.
    Algumas pessoas chamam isso "desapaixonar." Eu não sei como chamá-lo. Desapaixonar-se parece muito repentino, quase como “BUM! - Eu não te amo mais”. Isso não aconteceu assim. Esta "queda" do nosso amor aconteceu de forma gradual até atingir a plena realidade naquela manhã. Foi o que aconteceu ao longo de desafios dolorosos. Aconteceu quando mentiras foram descobertas em nosso casamento. Aconteceu quando escolhas erradas nos afastaram um do outro. Foi o que aconteceu quando a nossa comunicação e intimidade emocional diminuiu.
    Quando eu acordei de manhã e percebi que eu não amava meu marido, eu não sabia o que fazer. Toda a minha vida, eu tinha jurado que eu nunca iria pedir o divórcio. "Nada poderia ser ruim o suficiente para justificar um divórcio.”, "Nós vamos ser capazes de sobrepujar qualquer coisa.” Isso foi realmente um tópico de discussão quando estávamos namorando, e nós concordamos que venceríamos qualquer coisa. Quando eu escolhi me casar, me dispus a suportar qualquer coisa. O que eu não me dispus foi a suportar qualquer coisa sem o amor me ajudando a enfrentar tudo.
    Quando eu percebi que eu não o amava, enfrentei uma grande decisão. Não nos esforçamos juntos? Ou eu desisti do que eu pensei que o casamento era - ou do que meu casamento tinha realmente se tornado - e abri mão de tudo?
    Depois de muita oração, escolhi que devíamos lidar com os problemas que ocorrem em nosso casamento. Eu escolhi ficar, e aprendi algumas belas lições:

    O amor é uma escolha

    Neste ponto eu achava que eu já sabia tudo sobre o amor. Temos que voltar ao tempo em que estávamos namorando. No entanto, eu aprendi que a sensação de borboletas no estômago que você tem quando está namorando / noivos / recém-casados, não dura para sempre. É o precursor de um profundo e ardente amor e paixão que deve ser resultado de uma escolha.
    Por um tempo, eu me lamentei sobre a minha falta de amor. Eu experimentei muitas emoções neste momento, e eu me sentia derrotada. Eu me permiti apenas não fazer nada sobre a dor que ocorria em minha vida, à espera que alguma coisa mudasse. O meu marido estava tentando mudar, e eu finalmente percebi que nada mudaria de minha parte se eu não fizesse algum esforço para amá-lo. O amor não voltaria por conta própria.
    Todos os dias, mesmo agora, eu conscientemente faço uma escolha: Eu escolho amar o meu marido. Quando eu sinto o amor vacilante, eu me pergunto por quê. Por que me sinto assim? O que está acontecendo comigo que cause isso? Se ele está fazendo escolhas que afetam a minha capacidade de amar, eu avalio suas ações e me pergunto o que está acontecendo em sua vida que iria levá-lo a agir nesses caminhos? Muito autoconhecimento e conscientização aconteceram durante este tempo.
    Então, já que eu escolhi ficar, eu escolho o amor. Eu faço coisas para servir a ele, para agradá-lo. À medida que eu o sirvo, eu me vejo mais amável e reacendendo o amor. A cada vez, ele volta com menos borboletas e mais profundidade.

    O casamento não é fácil. Doar-se a alguém totalmente não é fácil. O amor não é fácil

    Quando as coisas vão mal, parece que a saída é desistir. Render-se, no entanto, nem sempre é a resposta. Pelo menos, não era para mim naquele momento. E ainda não é agora.
    Às vezes, entretanto, não é errado desistir. Em alguns casos você tem que fazê-lo.
    Só porque eu escolhi não desistir, não significa que eu não saiba que eu poderia fazê-lo, se eu sentisse que era a coisa certa a fazer. Eu seria uma mentirosa se dissesse que não cogitei o divórcio. Antes de me casar, eu achava que o divórcio jamais seria uma opção. Agora eu sei que o divórcio é uma opção, e eu entendo as razões por que alguém escolhe esse caminho, especialmente quando o cônjuge já desistiu do casamento ou se o abuso está envolvido.
    Quando eu acordei e percebi que eu não amava mais meu marido, eu mudei. Essa mudança me ensinou três grandes lições: Eu sei que o amor é uma escolha. Eu sei como escolher o amor. E eu sei que às vezes você tem que sair da relação. Devido a esta experiência, eu mudei. Para sempre.
    Traduzido e adaptado por Stael Pedrosa Metzger do original Things that changed my view of marriage forever.

    Kilee Luthi graduou-se pela Universidade Brigham Young University em Ciência da Educação para Família e Consumidor. Ela ama falar sobre o assunto Pais & Filhos, desenvolvimento infantil, relações humanas, nutrição é bem-estar, culinária e moda.

    Fonte: http://familia.com.br/algo-que-mudou-minha-visao-do-casamento-para-sempre

4 maneiras de restabelecer a intimidade em seu casamento ( Lynn Scoresby)

A falta de intimidade tornou-se a regra em seu casamento e não a exceção? Talvez seja hora de tomar medidas para resolver o problema antes que ele cause danos irreparáveis.

Em qualquer casamento, há momentos em que os casais sentem maiores e menores graus de intimidade. Às vezes, as tensões do trabalho, a educação dos filhos, as contas por pagar e outras circunstâncias da vida podem fazer com que o casal se foque em outras coisas e se afaste temporariamente.
No entanto, se você acha que a falta de proximidade tornou-se a regra em seu casamento e não a exceção, talvez seja hora de tomar medidas para resolver o problema antes que ele cause danos irreparáveis.
Uma das melhores formas de fazer isso é estabelecer uma comunicação saudável entre você e seu cônjuge. Este pode ser um processo difícil. Exige uma grande dose de humildade, paciência, compreensão e perdão. A boa notícia é que se ambos estão empenhados em fazer mudanças positivas no seu relacionamento, vocês estão indo bem no seu caminho para um casamento mais gratificante e forte. As dicas a seguir irão ajudá-los a abrir as linhas de comunicação e recuperar a intimidade e a felicidade que o seu casamento deve prover.
  • 1. Mantenha suas emoções sob controle

    Você sabe quando não está bem ou muito irritado para comunicar-se de forma eficaz. Não tente discutir quando chegar a esse ponto. É importante, no entanto, que você não termine a discussão abruptamente. Comprometa-se a continuar a conversa com seu cônjuge em outro momento ou lugar quando ambos se sentirem mais controlados.

    2. Reconhecer e evitar comportamentos prejudiciais

    Parte de superar a comunicação negativa em sua relação é aprender a reconhecer e controlar os comportamentos que ferem o seu cônjuge. Se o seu objetivo é aumentar a comunicação e proximidade, dizer ou fazer coisas desagradáveis para o seu parceiro só vai te levar para mais longe desse objetivo. Porém, sabemos que por vezes é difícil reconhecer os próprios hábitos.
    Uma maneira de superar isso é gravar uma discussão entre você e seu cônjuge e, em seguida, analisar juntos as coisas que são prejudiciais a um e outro. Outra maneira é ter uma discussão controlada, em que um de vocês fala enquanto o outro sinaliza quando o seu comportamento afeta ele de maneira negativa, positiva ou neutra. Esses exercícios vão ajudá-los a entender como se comunicar positivamente com o seu cônjuge.

    3. Responder às críticas com empatia

    Em vez de ficar na defensiva, tente ver as coisas do ponto de vista do seu parceiro. Isso muitas vezes requer prática. Uma maneira eficaz de fazer isso é estabelecer regras básicas em que você só pode falar depois de resumir o que você entendeu a partir de observações de seu cônjuge. Um exercício como esse irá forçá-lo a tentar ver as coisas da perspectiva de seu cônjuge.

    4. Assumir responsabilidade pessoal por todas as suas declarações

    Quando fazemos sugestões para o outro, muitas vezes falamos de maneira autoritária ou como acusação ("Você nunca me escuta!" ou "Você deve sempre ligar quando for se atrasar!"). Esses tipos de declarações, quase inevitavelmente, criam ressentimento. É mais eficaz do que assumir a responsabilidade pessoal usando afirmações do tipo "Eu" (ou seja, "Eu sinto que você não está me ouvindo" ou "Eu agradeceria se você pudesse ligar quando for se atrasar"). Esses tipos de declarações são muito mais propensos a promover o entendimento.
    Traduzido e adaptado por Stael Pedrosa Metzger do original 4 ways to reestablish closeness in your marriage, de Lynn Scoresby.

    A. Lynn Scoresby é o fundador e presidente de www.myfamilytrack.com, www.firstanswers.com e www.achievementsynchrony.com. Ele é psicólogo e terapeuta familiar e de casais por mais de 35 anos e tem mais de 20 livros/programas de treinamento publicados.
    Website: http://www.firstanswers.com

    Fonte: http://familia.com.br/4-maneiras-de-restabelecer-a-intimidade-em-seu-casamento