quarta-feira, 15 de junho de 2016

Meu aluguel se tornou caro demais. E agora?

Publicado por Erick Jonas Advocacia & Consultoria Jurídica

É bastante comum que após assinar um contrato de locação, decorrido alguns meses, o valor do aluguel pago se torne muito alto em relação aos aluguéis de imóveis existentes na região com as mesmas dimensões. Nestes casos, pergunta-se: o que o locatário pode fazer?
Quando o valor pago a título de alugueres se torna caro demais, é possível ajuizar uma Ação de Revisional de Aluguel, desde que não haja acordo e o contrato esteja vigente a pelo menos três anos. O advogado especialista emDireito Imobiliário é o profissional indicado para atuar nestes casos.
Não havendo foro de eleição, a ação deve ser proposta no foro de situação do imóvel. Importante lembrar que neste tipo de situação, não é preciso a presença do cônjuge do locador.
O advogado deve formular expresso requerimento de restituição das diferenças acumuladas a partir da citação. Além disso, é possível pedir a fixação de aluguel provisório, desde que se apresente elementos que justifiquem esse pedido.
Em todos os casos, consulte o seu advogado de confiança.

Concluindo...

  • Para ajustar o aluguel ao nível de mercado, é possível propor Ação de Revisão de Aluguel;
  • O contrato de locação deve estar vigente a pelo menos 3 anos;
 http://ejadvocacia.jusbrasil.com.br/artigos/348978722/meu-aluguel-se-tornou-caro-demais-e-agora?utm_campaign=newsletter-daily_20160614_3538&utm_medium=email&utm_source=newsletter

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Não gosto do meu nome, como faço para mudar?

Publicado por Jusbrasil Perguntas e Respostas


Não gosto do meu nome, acho estranho, como faço para mudar?
  • O que preciso fazer para mudar? Quais documentos?
  • Preciso de advogado? Tem alguma limitação?
  • Quanto tempo demora esse processo?

❤️ Melhores Respostas:


Resposta do Advogado Douglas Francisco Martins da Silva
Erro de grafia
A correção de erros de grafia (letras trocadas ou repetidas), segundo a Lei de Registros Publicos, poderá ser feita no próprio cartório onde o interessado foi registrado, por meio de petição assinada por ele próprio ou procurador. Alguns exemplos de nomes que podem ser corrigidos são Creusa, que tem Cleusa como grafia correta, e nomes estrangeiros, como Washington, difíceis de serem grafados corretamente nos cartórios.
Substituição por apelidos públicos notórios
A Lei 9.708/98, que modificou a Lei de Registros Publicos, prevê essa possibilidade. É possível substituir o primeiro nome pelo apelido, acrescentar o apelido antes do primeiro nome ou inseri-lo entre o nome e o sobrenome. A mudança acontece por processo administrativo, desde que haja testemunhas de que a pessoa é conhecida por aquele apelido. Exemplos famosos são os do presidente da República, que acrescentou Lula ao seu nome original (Luiz Inácio da Silva), e da apresentadora de televisão Xuxa, que se tornou Maria da Graça Xuxa Meneghel. Recentemente, o sambista Neguinho da Beija-Flor acrescentou o nome artístico e agora assina Luiz Antônio Feliciano Neguinho da Beija-Flor Marcondes.
Mas a nova legislação ressalva que não é admitida a adoção de apelidos proibidos por lei. Segundo Tânia Mara Ahualli, juíza de Direito em São Paulo e professora da Escola Paulista de Magistratura, esses apelidos proibidos são os que têm alguma conotação ilegal ou imoral e o bom senso recomenda que eles não sejam integrados ao nome. Ela explica ainda que também não são aceitos apelidos adquiridos na prática criminosa, como no caso do criminoso Escadinha, bandido famoso pelo tráfico de drogas, cujo apelido a família não pode inserir no nome por estar ligado a um elemento ilícito.
Quando fica evidenciada a exposição da pessoa ao ridículo
Neste caso, a alteração do nome poderá ser requerida a qualquer tempo, de acordo com a advogada Alessandra Amato, pós-graduada em Direito Civil e Direito Processual Civil. A petição deve ser apresentada à Vara de Registros Públicos com justificações bem fundamentadas sobre as razões pelas quais o nome e/ou sobrenome causa constrangimento. Alguns exemplos dados pela juíza Tânia Mara Ahualli são a combinação de prenomes e sobrenomes, como a que acontece em Caio Pinto; nomes regionais ou com características socioculturais, caso de Raimunda; tradução de nomes estrangeiros, como Aides e Sergey; e nomes de família que expõem ao ridículo, como família Bobo e família Brega. Há ainda nomes resultantes da junção de dois nomes (dos pais ou avós) que podem apresentar resultado esdrúxulo, como Daslange (junção de Dário e Solange) ou Dinair (Dina e Jair).
Homonímia (nome igual ao de outra pessoa)
O interessado deve pedir a retificação para inserir sobrenomes e não para mudar o prenome, sendo que a homonímia pode causar problemas financeiros, quando se trata de pessoas que dão golpes no mercado e têm o mesmo nome de quem quer mudar o nome. Depois de comprovado que os processos não pertencem ao interessado na mudança do nome, é perfeitamente possível a mudança de seu nome para evitar futuros problemas.
Mudança de sexo
A alteração do nome por motivo de mudança de sexo não foi admitida durante muito tempo. Atualmente, segundo a juíza Tânia Mara Ahualli, há decisões autorizando até a mudança do sexo no registro civil. A justificativa principal, diz ela, foi a autorização da operação de mudança de sexo pela rede pública de saúde. O raciocínio é o seguinte: se o Estado autorizou a mudança e transformou homem em mulher, o Estado também deveria permitir a mudança de nome e de sexo no registro de nascimento. Mas a questão é polêmica entre os magistrados, afirma a juíza.
Pela adoção
De acordo com o Código Civil, explica a advogada Alessandra Amato, com a decisão favorável à adoção, o adotado pode assumir o sobrenome do adotante e pode ainda, a pedido do adotante ou do adotado, modificar seu prenome, se for menor de idade.
Vítimas e testemunhas
A Lei 9.807/99, que instituiu o Programa Federal de Assistência a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas, prevê a substituição do prenome, e até do nome por colaborar com a apuração de um crime. A mudança pode ser determinada em sentença judicial, ouvido o Ministério Público. A alteração poderá estender-se ao cônjuge, companheiro, filho, pai ou dependente que tenha convivência habitual com a vítima ou testemunha.
A lei determina ainda que, cessada a coação ou ameaça que deu causa à alteração, a pessoa protegida pode solicitar ao juiz que volte a adotar seu nome original, conforme sua certidão de nascimento.
Resposta do Advogado Ian Ganciar Varella

A regra é que o nome não pode ser modificado. Porém em algumas situações será permitido alteração seja no prenome ou sobrenome, como exposição ao ridículo, abandono afetivo, erro de grafia, inclusão de apelido.
Para que haja um justo motivo para mudar é necessário que o requerente demonstre que o nome o expõe ao ridículo ou quando a grafia está errada ou que em vez de te chamarem de Josiane te chamem pelo nome de Maria.
Vejo duas situações:
1 - Quando o interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador, alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família.
2 - A alteração posterior a situação um, será somente judicialmente.
Não havendo prescrição ou decadência do direito de requerer a modificação, supressão ou inclusão de nome ou sobrenome, o que se modifica é o procedimento.
O requerente poderá usar todos os tipos de prova para demonstrar o justo motivo de seu requerimento.

Para fazer mudança de nome ou "Retificação de Assento" deverá ser justificado se o nome está causando constrangimento ou "bulling", os documentos necessário são:
1) Certidão de Nascimento
2) RG e CPF
3) Comprovante de Endereço
3) Certidões Negativas de Cartórios de Protestos, Certidões Negativas de débitos Estaduais, Federais e Municipais.
Em processos Digitais a demora será de 1 ano aproximadamente.
http://perguntaserespostas.jusbrasil.com.br/artigos/337350798/nao-gosto-do-meu-nome-como-faco-para-mudar?utm_campaign=newsletter-daily_20160516_3375&utm_medium=email&utm_source=newsletter

Passam a valer novas regras de atendimento por planos de saúde

Publicado por Luciano Correia Bueno Brandão

Começaram a vigorar ontem (15) as novas regras de atendimento prestado por operadoras de planos de saúde nas solicitações de procedimentos e serviços de cobertura assistencial. As medidas, definidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por meio da Resolução Normativa 395, foram anunciadas em janeiro deste ano. A multa em casos de descumprimento das normas varia de R$ 30 mil a R$ 250 mil.
Uma das principais mudanças é a implantação, por parte das operadoras, de uma unidade de atendimento presencial, em horário comercial, durante todos os dias úteis nas capitais ou regiões de maior atuação dos planos. Ficam isentas as operadoras de pequeno porte, as exclusivamente odontológicas, as filantrópicas e as autogestões.
As empresas de grande porte também terão que oferecer atendimento telefônico 24 horas nos sete dias da semana. As de médio e pequeno porte, as exclusivamente odontológicas e as filantrópicas deverão ter canal telefônico para atendimento em horário comercial durante dias úteis.
Além disso, as operadoras, quando demandadas, deverão prestar imediatamente informações e orientações sobre o procedimento ou serviço assistencial solicitado pelo beneficiário, esclarecendo se há cobertura prevista no rol da ANS ou no contrato.
A resolução exige ainda que, sempre que houver solicitação de procedimento ou serviço, independentemente do canal pelo qual seja feita, deverá ser fornecido número de protocolo no início do atendimento ou logo que o atendente identifique tratar-se de demanda que envolva cobertura assistencial. Nos casos em que não for possível fornecer resposta imediata à solicitação, as operadoras terão prazo de até cinco dias úteis para responder diretamente aos beneficiários. Se a resposta apresentada negar a realização de procedimentos ou serviços, devem ser informados detalhadamente o motivo e o dispositivo legal que o justifique.
Nas solicitações de procedimentos de alta complexidade ou de atendimento em regime de internação eletiva, o prazo para resposta das operadoras é de até dez dias úteis. Para procedimentos de urgência e emergência, a resposta deve ser imediata.
O consumidor também poderá pedir o envio das informações por escrito em até 24 horas e requerer a reanálise da solicitação, que será avaliada pela ouvidoria da empresa. “Se a empresa dificultar ou tentar impedir essa reanálise, será configurada infração por não observância às regras sobre atendimento aos beneficiários nas solicitações de cobertura assistencial”, informou a ANS.

Arquivamento

O texto prevê ainda que as operadoras arquivem, por 90 dias, e disponibilizem, em meio impresso ou eletrônico, os dados do atendimento ao beneficiário. O beneficiário poderá requerer que as informações prestadas sejam encaminhadas por correspondência ou meio eletrônico, no prazo máximo de 24 horas. Caso solicitem, também poderão ter acesso aos registros de seus atendimentos em até 72 horas a contar da realização do pedido.
“Em caso de descumprimento das regras previstas na resolução normativa, a operadora está sujeita a multa de R$ 30 mil. Caso a infração venha a se configurar em negativa de cobertura, a operadora também estará sujeita a multa de R$ 80 mil. O valor da multa para negativa de cobertura de urgência e emergência é de R$ 250 mil”, informou a ANS.

Operadoras

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade representante de empresas de planos de saúde, informou, logo após o anúncio das novas regras, que suas associadas defendem o cumprimento integral da nova regulamentação e que ainda irá avaliar os impactos que elas trarão.
Em nota publicada em janeiro deste ano, a FenaSaúde afirmou que “o setor de saúde suplementar vem ampliando seus esforços para aumentar a qualidade na prestação de serviços”.
Fonte: Agência Brasil, por Paula Laboissière
http://lucianobrandao.jusbrasil.com.br/noticias/337592957/passam-a-valer-novas-regras-de-atendimento-por-planos-de-saude?utm_campaign=newsletter-daily_20160516_3375&utm_medium=email&utm_source=newsletter

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Está pensando em comprar carro usado? Saiba como checar os antecedentes do veículo antes de fechar o negócio.

Publicado por Nair Eulália Ferreira da Costa 

Comprar um carro usado é, normalmente, muito mais barato do que adquirir um novo. Mas, às vezes, o barato pode sair caro. Para não ter nenhuma dor de cabeça com a transação, o comprador pode se proteger de algumas maneiras. Uma delas é checar os registros do veículo para ter certeza de que não está comprando um carro com ocorrências de furto ou roubo ou até com multas ativas.
Uma das maneiras de checar os antecedentes de qualquer veículo é por meio do site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Com o código do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e o número do CPF ou CNPJ do proprietário do veículo, o usuário consegue ter acesso às informações do carro e descobrir se ele tem alguma restrição ativa, multas que ainda não foram pagas ou se o automóvel é fruto de roubo ou furto.
Para isso, basta entrar no portal de consultas do Denatran e selecionar a opção "consulta veículo" no menu lateral. Lá, o usuário deverá informar o número do Renavam e o CPF ou CNPJ do proprietário para ter acesso às informações.
Os sites do Departamento de Trânsito (Detran), que variam de Estado para Estado, também oferecem consultas aos antecedentes dos veículos. Para isso, o interessado deve saber em qual região o carro está registrado, o número do Renavam e a placa. Por lá, também é possível ver a situação de licenciamento do veículo.
Para quem prefere fazer todo o trabalho à moda antiga, as unidades físicas do Detran também oferece o mesmo serviço. Para isso, basta ter em mãos os mesmos dados necessários para a consulta online.
Alguns portais estaduais do Detran, como o do Distrito Federal, também oferecem outro serviço de proteção para quem vai comprar um carro semi-novo: o de consulta aos sinistros do veículo. Apesar de o Detran determinar que seja indicado no documento se o automóvel já sofreu um grave sinistro, é possível checar a informação online. Com a placa e o número do chassi, o usuário consegue saber se o veículo já foi batido ou já teve perda total.
Todos os serviços oferecidos pelos portais do Denatran e Detran são gratuitos e úteis para proteger o comprador em negociações de veículos usados, uma vez que o novo automóvel também assumirá as multas e ocorrências criminais ainda ativas.Fonte: IG
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